A repetição da classificativa de Amarante, a mais longa do Vodafone Rally de Portugal, ficou marcada este sábado pela chuva intensa e pelas dificuldades causadas por um piso enlameado e escorregadio, cenário que acabou por favorecer Sébastien Ogier, que reforçou a liderança da prova.

Uma forte bátega de água caiu cerca de uma hora antes da partida, deixando vários troços da especial com água acumulada e condições de aderência muito reduzidas.
O francês Ogier voltou a destacar-se nas condições adversas, vencendo a especial com 11,2 segundos de vantagem e ampliando para 16 segundos a diferença na classificação geral, aproximando-se da oitava vitória em Portugal.
O letão Mārtiņš Sesks beneficiou de melhores condições atmosféricas no arranque da classificativa e terminou em 18m31,3s, conseguindo superar pilotos como Dani Sordo, Takamoto Katsuta, Adrien Fourmaux e Elfyn Evans.
Evans ainda protagonizou um pião ao quilómetro 17,5, embora sem consequências de maior, enquanto Josh McErlean foi um dos mais penalizados do troço, cometendo dois erros e perdendo perto de três minutos.
Oliver Solberg conseguiu recuperar o quarto lugar da geral, ultrapassando Evans, ao passo que Thierry Neuville consolidou a segunda posição.
No WRC2, Teemu Suninen manteve a liderança da categoria, apesar de Jan Solans ter recuperado 2,4 segundos na especial. Já Yohan Rossel sofreu danos numa roda após um despiste ligeiro numa curva escorregadia.
O QUE ELES DISSERAM DEPOIS DA PEC AMARANTE 2:
Carro 18. KATSUTA/JOHNSTON
«A especial foi um pouco desafiador, mas não tão mau quanto eu esperava».
Carro 33. EVANS/MARTIN
Pararam brevemente após o km 17,5: «Numa curva longa, que fechava, perdi a frente, que derrapou na travagem. Foi uma prova terrível para nós».
Carro 5. PAJARI/SALMINEN
«O troço é tão escorregadio que se sente que está quase parando o tempo todo, assim como andar de lado e no limite o tempo todo. Traiçoeiro é a palavra que o define».
Carro 16. FOURMAUX/CORIA
«Este desporto pode ser muito complicado. Na classificativa é muito difícil de pilotar e não havia sensibilidade com o carro. Mesmo a conduzir devagar, tive alguns momentos de tensão e tudo pode acontecer muito rápido».
Carro 1. OGIER/LANDAIS
«Não foi o troço mais agradável, mas conseguimos. A pilotagem não foi tão incrível. Era apenas uma questão de “sobreviver” naquela classificativa».
Carro 11. NEUVILLE/WYDAEGHE
«Talvez tenha sido muito cauteloso. Sabia que ele (Ogier) estava a forçar neste local, até porque a estrada também está a mudar. Acho que fizemos uma boa prova».
Carro 95. ARMSTRONG/BYRNE
«Uma especial simplesmente complicada e com muitas fendas devido à chuva que tem caído».
Carro 55. MCERLEAN/TREACY
“Sobreviveu” na aproximação de uma curva fechada, à esquerda, com o irlandês a voltar a errar aos 19,5 km da especial: «É uma loucura. Sabíamos que seria uma loucura, mas foi insano. Contornámos a curva e disparámos. Na última, estávamos a travar numa subida e, de repente, estava no banco do passageiro. Graças aos espetadores, que foram de grande ajuda para seguir».
Carro 22. SESKS/FRANCIS
«Perigosidade nalgumas partes da classificativa. Foi algo inacreditável. Pilotámos com muita cautela e quase ficámos presos em vários pontos da travagem».
Carro 6. SORDO/CARRERA
«É incrível. Nenhuma aderência nas curvas. Para alguns carros, o piso pode ser um pouco mais rápido, mas para outros, escorregam m demasia».
Carro 21. ROSSEL/DUNAND
Saiu de estrada a 9,8 km do início da especial, bateu num muro e danificou a roda dianteira esquerda.


