Município de Amarante assinalou esta segunda-feira, 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus com um programa cultural e educativo no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MAMASC), subordinado ao tema internacional “Museus a Unir um Mundo Dividido”.
A iniciativa reuniu diferentes gerações em torno da arte, da cultura e da reflexão sobre o papel dos museus na promoção do diálogo, da inclusão e da paz, através de momentos musicais, leituras encenadas, dança e conversas com agentes culturais.
As comemorações arrancaram com a abertura oficial acompanhada por um momento musical dinamizado pela Universidade Sénior de Amarante. Durante a manhã decorreram leituras encenadas de cartas de Amadeo de Souza-Cardoso, também protagonizadas pela Universidade Sénior, evocando o percurso artístico e humano do pintor amarantino.
Da parte da tarde, a programação incluiu uma coreografia apresentada pela Academia de Dança de Amarante e uma sessão de conversas relâmpago com convidados ligados ao panorama cultural local e regional.
“Amarante é cultura”
O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, destacou a importância do museu enquanto espaço de identidade cultural e ligação entre gerações.
“O Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso tem um peso muito significativo porque Amarante é cultura. Temos grandes nomes ligados ao concelho, como Amadeo, António Carneiro ou Acácio Lino, e este espaço permite mostrar aquilo que de melhor temos”, afirmou.
O autarca sublinhou ainda que o objetivo passa por transformar o museu “num ponto de encontro entre várias gerações”, envolvendo a Universidade Sénior e os alunos das escolas do concelho através da exposição de trabalhos inspirados na obra de Amadeo.
“Queremos que os museus sejam também espaços de união e esperança num mundo cada vez mais dividido”, acrescentou.
A diretora do MAMASC, Rosário Correia Machado, reforçou a ideia de que os museus assumem atualmente um papel ativo na sociedade, deixando de ser apenas espaços de conservação.
“O museu já não é apenas um espaço para guardar peças. É um espaço vivido, de ligação entre o passado e o futuro, onde a cultura pode funcionar como instrumento de paz”, afirmou.
Segundo a responsável, o tema escolhido este ano pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) pretende precisamente alertar para a importância da cultura “na aceitação da diferença e na construção da paz”.
Rosário Correia Machado destacou também a ligação do museu às escolas e às novas gerações, considerando fundamental estimular a criatividade desde cedo. “O museu deve trazer as comunidades para dentro do espaço cultural de forma ativa, permitindo experimentar, aprender e dialogar”, referiu.
As celebrações integraram o programa nacional do Dia Internacional dos Museus.











