A Junta de Freguesia de Candemil promove, este sábado, 6 de junho, pelas 17h horas, uma manifestação pública em defesa dos interesses da população, face à situação de isolamento e às dificuldades de mobilidade e segurança provocadas pelo corte da Estrada Nacional 15 (EN15), na sequência de derrocadas ocorridas durante os episódios de mau tempo que afetaram a região, no início de 2026.
O corte prolongado do troço da EN 15, ao km 74.800, tem obrigado os habitantes de Candemil e das localidades vizinhas a percorrer trajetos alternativos significativamente mais longos para aceder a serviços essenciais, nomeadamente ao centro de saúde, escolas, farmácia, apoio a utentes idosos por parte de IPSS local, bem como a outros equipamentos públicos e privados indispensáveis ao dia a dia das famílias.

Esta situação tem causado transtornos significativos, aumento dos custos de deslocação e dificuldades acrescidas para idosos, estudantes e pessoas com mobilidade reduzida. “Em muitos casos, este desvio representa um aumento muito superior a cinco quilómetros por deslocação, com os consequentes prejuízos em termos de tempo, custos de transporte e qualidade de vida” garante Ana Sofia Briga, presidente da Junta de Freguesia de Candemil.
A situação torna-se ainda mais preocupante com a aproximação do período de verão, altura em que regressam à freguesia muitos emigrantes que mantêm fortes ligações à sua terra natal. “Estes cidadãos irão também enfrentar as dificuldades de acesso atualmente vividas pelos residentes, agravando os constrangimentos e reforçando a necessidade de uma resposta célere por parte das entidades responsáveis”, salienta.
A mobilização – a que se associam as populações das freguesias adjacentes de Gondar e Ansiães, e das uniões de freguesia de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei e, ainda, de Aboadela, Várzea e Sanche – pretende dar voz ao legítimo descontentamento da população e sensibilizar as autoridades competentes para a urgência de resolver um problema que se arrasta há demasiado tempo.
A Junta de Freguesia apela à participação de todos os cidadãos, numa demonstração de união em defesa da segurança, mobilidade e qualidade de vida da comunidade.
Câmara garante acompanhamento do processo
O presidente da autarquia, Jorge Ricardo, explica que a Infraestruturas de Portugal (IP) informou o município de que está a desenvolver os estudos técnicos e os projetos necessários para a intervenção, mas continua sem apresentar uma previsão para a reabertura da estrada.
“O assunto não está esquecido. Sabemos perfeitamente os transtornos que esta situação está a causar às populações, mas estamos perante uma intervenção complexa”, afirmou.
“Está agendada para o próximo dia 16 de junho uma nova reunião entre o município e a Infraestruturas de Portugal para avaliar a evolução do processo”, revela, Jorge Ricardo, admitindo “compreender o descontentamento dos habitantes” e promete a presença de “alguém da Câmara” no protesto de Candemil.


