O Município de Amarante garantiu ter prestado apoio técnico e logístico às autoridades envolvidas na operação que permitiu resgatar mais de 300 cães em Mancelos, esclarecendo que a coordenação do processo está a cargo da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), entidade nacional competente para este tipo de situações.

Em comunicado, a autarquia sublinha que a intervenção municipal decorreu “dentro das suas estritas competências”, através do acompanhamento veterinário dos animais retirados da exploração, considerada uma das maiores operações de resgate animal realizadas em Portugal.
Segundo a Câmara de Amarante, os serviços municipais foram mobilizados desde o primeiro momento para avaliar o estado sanitário dos animais e assegurar procedimentos essenciais, como a vacinação e a colocação de microchips para identificação eletrónica.
“O Município de Amarante tem estado a colaborar ativamente dentro de tudo aquilo que nos é técnica e legalmente possível. A nossa prioridade foi colocar de imediato os serviços no terreno para apoiar na verificação do estado de saúde destes animais, garantindo a sua vacinação e a colocação de microchips para a necessária identificação eletrónica”, afirma o presidente da Câmara de Amarante, citado na nota enviada à comunicação social.
A autarquia esclarece ainda que a definição do destino dos cães resgatados não é da sua responsabilidade. O encaminhamento para famílias de acolhimento temporário e para estruturas de abrigo está a ser coordenado pela Guarda Nacional Republicana (GNR), em articulação com associações de proteção animal de âmbito local e nacional.
O município refere que continuará disponível para colaborar com todas as entidades envolvidas no processo, numa operação que mobiliza autoridades, serviços veterinários, forças de segurança e organizações de defesa animal.
“Este é um esforço conjunto. O município fez e continuará a fazer aquilo que está ao seu alcance, mantendo uma cooperação estreita com a GNR, com a DGAV e com as associações para que este processo decorra com a máxima normalidade institucional”, acrescenta o autarca.
A operação realizada em Mancelos resultou no resgate de mais de 300 cães de várias raças, desencadeando uma complexa operação de assistência veterinária, identificação e realojamento dos animais, que continua a decorrer.


