Dois sismos de elevada magnitude atingiram esta quarta-feira a Venezuela, provocando momentos de pânico em várias regiões do país e causando o colapso de edifícios na capital, Caracas. Agência dos EUA estima de 10 mil a 100 mil mortos. O Governo português indica que há pelo menos 5 portugueses desaparecidos. A informação foi prestada, cerca das 13:30 horas desta quinta-feira, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro abalo, de magnitude 7,2 na escala de Richter, foi registado às 18h04 locais (23h04 em Portugal Continental), com epicentro localizado a cerca de 21 quilómetros a leste de Morón e a uma profundidade de 10 quilómetros.
Apenas um minuto depois, um segundo sismo, ainda mais intenso, com magnitude 7,5, voltou a sacudir o país, ampliando os danos e o receio entre a população. Os abalos foram sentidos em várias cidades venezuelanas e também em zonas da vizinha Colômbia.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou, que é provável que os terremotos provoquem um grande número de mortes e danos extensos. Numa avaliação preliminar divulgada após os abalos, a agência estimou que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

Jornalistas da agência France-Presse (AFP) relataram cenas de pânico nas ruas de Caracas, onde milhares de pessoas abandonaram edifícios e procuraram refúgio em espaços abertos. O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, confirmou à televisão estatal que vários prédios ruíram na capital.
Segundo o governante, existem diferentes áreas da cidade com situações consideradas “alarmantes do ponto de vista visual”. Entre as zonas mais afetadas estão Palos Grandes, uma área conhecida pela sua vulnerabilidade sísmica, e Altamira, onde um edifício terá colapsado na totalidade.

As autoridades iniciaram operações de avaliação dos danos e de procura de eventuais vítimas, embora, até ao momento, não tenham sido divulgados números oficiais sobre mortos ou feridos.
Citado pelo jornal espanhol El País, Diosdado Cabello apelou à população para que evite regressar às habitações, alertando para o risco de réplicas nas próximas horas. “Não fiquem em casa”, pediu o ministro, numa mensagem dirigida aos residentes das zonas mais afetadas.
A Venezuela situa-se numa região de atividade sísmica moderada, associada ao contacto entre as placas tectónicas das Caraíbas e da América do Sul, sendo periodicamente afetada por tremores de terra de intensidade variável.


