GNR intensifica patrulhamento a cavalo no arranque da fase mais crítica de incêndios. Autarquia alerta para o aumento do risco devido à onda de calor e ao crescimento da vegetação.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o patrulhamento preventivo na Serra do Marão no arranque da fase Delta do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, intensificando a vigilância numa das áreas florestais mais sensíveis do distrito do Porto, numa altura em que as temperaturas elevadas e a abundante vegetação aumentam o risco de incêndio.
A operação integra o dispositivo permanente de vigilância da serra, assegurado desde 2011 por uma esquadra da GNR destacada em permanência para o Marão. O patrulhamento a cavalo constitui um dos meios utilizados para percorrer zonas de difícil acesso, permitindo uma resposta mais eficaz na deteção precoce de focos de incêndio e na dissuasão de comportamentos de risco.

Segundo explicou o capitão Rui Ferreira, da GNR, este modelo de vigilância estende-se também às restantes serras do distrito, sendo articulado com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), sapadores florestais, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), municípios e serviços municipais de Proteção Civil. O número de militares destacados varia consoante as necessidades operacionais e a evolução do risco de incêndio.
Na apresentação do dispositivo, o presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo, alertou para o agravamento das condições de perigo provocado pela onda de calor e pela elevada carga combustível existente na serra.

“O inverno e a primavera foram muito chuvosos, o que fez crescer significativamente a vegetação. Agora, com esta onda de calor, estamos naturalmente preocupados”, afirmou.
O autarca apelou à colaboração das populações, defendendo que a proteção da Serra do Marão depende da atuação conjunta das entidades e dos cidadãos.
“A defesa deste património é um trabalho de todos. É importante que qualquer situação suspeita seja comunicada rapidamente às autoridades”, sublinhou.

Jorge Ricardo destacou ainda o papel desempenhado pelos baldios, juntas de freguesia, ICNF, bombeiros e GNR na prevenção dos incêndios, lembrando que os Baldios de Ansiães gerem cerca de 600 hectares, aos quais se juntam extensas áreas dos Baldios de Ovelha do Marão.
O comandante territorial da GNR, André Serra, defendeu que o patrulhamento a cavalo continua a ser um dos meios mais eficazes para a vigilância da floresta.
Segundo explicou, a mobilidade em terrenos acidentados, o maior campo de visão proporcionado pela posição elevada do cavaleiro e o reduzido impacto sonoro fazem deste um recurso particularmente adequado para a prevenção dos incêndios rurais.

O responsável acrescentou que a presença permanente dos militares no terreno tem igualmente um importante efeito dissuasor e facilita a sensibilização das populações para comportamentos seguros.
Questionado sobre a capacidade operacional da GNR durante os próximos dias de calor intenso, André Serra garantiu que os efetivos estão preparados para responder às exigências da missão, admitindo, contudo, que a existência de mais meios permitiria reforçar ainda mais a vigilância.



