A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta quarta-feira 11 pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa dedicada ao branqueamento de capitais provenientes de burlas informáticas, numa operação realizada em vários pontos do país que incluiu 22 buscas domiciliárias.

Segundo a PJ, a investigação permitiu identificar uma estrutura organizada que recorria à criação de sociedades comerciais de fachada para fazer circular fundos de origem ilícita através de contas bancárias nacionais e estrangeiras, procurando ocultar a proveniência do dinheiro.
A investigação, conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), teve início no final de 2025 e aponta para a prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais e burla qualificada.
De acordo com os elementos já recolhidos, terão circulado pelas contas bancárias controladas pela organização cerca de 50 milhões de euros, montante que as autoridades acreditam resultar de esquemas fraudulentos, entre os quais o denominado “CEO Fraud”, um tipo de burla informática em que os criminosos se fazem passar por administradores ou dirigentes de empresas para induzir funcionários ou parceiros comerciais a realizar transferências bancárias para contas controladas pelos autores.
A operação permitiu ainda a apreensão de documentação e de diversos equipamentos e suportes digitais considerados relevantes para a investigação, que prossegue com o objetivo de identificar outros intervenientes e rastrear o destino dos fundos movimentados.
Os detidos — oito homens e três mulheres — serão presentes ao primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
O inquérito é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que coordena a investigação em articulação com a Polícia Judiciária.


