Praga que ameaça os citrinos já está identificada em freguesias de Amarante, Baião e Marco de Canaveses. DGAV alarga zona demarcada e impõe medidas de controlo para travar a propagação da psila-africana

A presença da Trioza erytreae, conhecida como psila-africana dos citrinos, levou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a alargar a zona demarcada de controlo fitossanitário a várias freguesias dos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, no território do Tâmega e Sousa.
A atualização consta do Edital n.º 1/2026/TE – Notificação da Aplicação de Medidas Fitossanitárias – Zonas Demarcadas para Trioza erytreae Del Guercio, que define as freguesias consideradas infestadas e as áreas abrangidas pela zona tampão, onde passam a vigorar medidas obrigatórias de vigilância e prevenção.
Em Amarante, a praga já foi detetada em Vila Caiz, classificada pela DGAV como freguesia infestada. A zona tampão inclui Louredo, Amarante (São Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão, Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei, Figueiró (Santiago e Santa Cristina), Fregim, Freixo de Cima e de Baixo, Gouveia (São Simão), Lomba, Mancelos, Salvador do Monte, Telões, Travanca, Vila Garcia, Aboim e Chapa e Vila Meã. Destas, a área de Amarante (São Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão surge parcialmente abrangida.

No concelho de Marco de Canaveses, a DGAV identifica como freguesias infestadas Paços de Gaiolo, Penha Longa e Sande e São Lourenço do Douro. A zona tampão abrange ainda Banho e Carvalhosa, Constance, Sobretâmega, Santo Isidoro e Livração, Soalhães, Tabuado, Várzea, Aliviada e Folhada, Vila Boa de Quires e Maureles e Vila Boa do Bispo, consideradas totalmente abrangidas, enquanto Alpendorada, Várzea e Torrão, Avessadas e Rosém, Bem Viver e Paredes de Viadores e Manhuncelos ficam parcialmente incluídas.
No concelho de Baião, a DGAV aponta como freguesias infestadas Baião (Santa Leocádia) e Mesquinhata. Integram a zona tampão Grilo, Campelo e Ovil, Viariz, Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas, Santa Marinha do Zêzere, Teixeira e Teixeiró e Valadares, totalmente abrangidas, enquanto Ancede e Ribadouro, Loivos do Monte, Gestaçô e Gove ficam parcialmente incluídas.

A Trioza erytreae é um inseto que ataca principalmente plantas da família dos citrinos, provocando deformações nas folhas e rebentos. O principal risco associado à sua presença prende-se com o facto de ser um vetor da bactéria responsável pelo Huanglongbing (HLB), também conhecido como citrus greening, uma doença para a qual não existe atualmente tratamento curativo e que pode provocar o declínio e morte das árvores afetadas.
Nas zonas demarcadas, a DGAV determina a aplicação de medidas fitossanitárias destinadas a impedir a dispersão da praga, incluindo vigilância obrigatória, controlo das plantas hospedeiras, restrições à circulação de material vegetal e adoção de tratamentos quando recomendados pelos serviços oficiais.
A autoridade veterinária e fitossanitária nacional recomenda aos proprietários de citrinos, produtores agrícolas e viveiristas que estejam atentos aos sintomas associados à presença do inseto e comuniquem suspeitas, contribuindo para limitar a expansão da praga no território.


