Na Área Metropolitana do Porto terá cerca de 98% de cobertura. Só o Nordeste transmontano entra na faixa da totalidade em Portugal.
O Norte de Portugal vai ficar esta quarta-feira, 12 de agosto, muito perto da escuridão provocada por um eclipse solar total, mas só uma pequena área do Nordeste transmontano terá direito à totalidade do fenómeno. Na região do Tâmega, a Lua deverá esconder cerca de 98% do disco solar no momento máximo do eclipse.
A diferença é determinada pela chamada faixa de totalidade, uma estreita zona da superfície terrestre sobre a qual a Lua consegue cobrir integralmente o Sol. Essa faixa atravessa o extremo Nordeste português antes de prosseguir pelo território espanhol. Grande parte de Portugal continental ficará fora desse corredor e observará apenas um eclipse parcial.
O fenómeno começa pelas 18.35 horas. O máximo está previsto para cerca das 19.32 horas, quando a cobertura do Sol deverá atingir aproximadamente 98%. O eclipse prolonga-se até cerca das 20.25 horas, já com o Sol muito próximo do horizonte.
A elevada cobertura significa que a experiência poderá ser visualmente impressionante, mas há uma diferença fundamental entre o que será observado no Tâmega e na zona de totalidade: mesmo que reste apenas uma pequena parcela do Sol visível, essa luz continua a ser suficientemente intensa para provocar danos graves nos olhos sem proteção adequada.
A Agência Espacial Europeia (ESA) destaca que a totalidade permitirá observar a coroa solar, normalmente escondida pelo brilho intenso do disco solar, e considera o eclipse de 12 de agosto um dos grandes acontecimentos astronómicos de 2026. A última vez que um eclipse total foi visível a partir da Europa continental ocorreu em 2006, embora a totalidade de 2026 atravesse apenas uma pequena parte do território português.
Para quem estiver fora da faixa de totalidade, a recomendação é simples: observar o fenómeno apenas com óculos ou filtros solares próprios para eclipses, nunca através de óculos de sol convencionais ou materiais improvisados. A proteção deve ser mantida durante toda a fase parcial.
No Tâmega e noutras zonas do Norte, o eclipse poderá ainda ganhar um efeito adicional por ocorrer ao fim da tarde, com o Sol a aproximar-se do horizonte. Será, por isso, uma corrida contra o relógio para quem quiser acompanhar até ao último instante um dos mais expressivos fenómenos astronómicos visíveis em Portugal nos próximos anos.


