O deputado do PCP Alfredo Maia reuniu-se com a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa para avaliar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à população abrangida, estimada em cerca de 485 mil pessoas.

O encontro, realizado no âmbito de uma ronda de reuniões do parlamentar com as ULS do distrito do Porto, permitiu, segundo o PCP, identificar um conjunto de constrangimentos relacionados com a falta de investimento e de recursos humanos.
Entre as principais necessidades apontadas estão a contratação de profissionais de saúde, a criação de capacidade de internamento e de consultas e o reforço dos equipamentos de diagnóstico e terapêutica. O PCP estima que sejam necessários pelo menos mais 300 profissionais para responder às principais carências identificadas na ULS.

A insuficiência de recursos estará também a contribuir para tempos de espera elevados e para uma maior pressão sobre os serviços de urgência e algumas especialidades, com consequências igualmente nas condições de trabalho dos profissionais.
Mais de 200 camas em privados
O internamento surge como uma das áreas de maior preocupação. Segundo o PCP, a ULS recorre de forma permanente a mais de 200 internamentos no setor privado, nomeadamente na área dos cuidados continuados, uma solução que poderá representar um custo anual para o SNS de até 20 milhões de euros.
Alfredo Maia considera que a situação confirma a necessidade de reforçar a capacidade instalada no SNS e acusa os partidos que têm suportado os governos de rejeitarem propostas apresentadas pelo PCP para a região.
O deputado compromete-se a continuar a acompanhar a situação da ULS do Tâmega e Sousa e a intervir na Assembleia da República no sentido de reivindicar o reforço de profissionais, investimento e capacidade de resposta dos serviços públicos de saúde.


