O centenário dos Bombeiros Voluntários Celoricenses ficou marcado não só pela celebração de um século de serviço à comunidade, mas também pela homenagem aos bombeiros e pela chamada de atenção para uma das principais causas de morte evitável no país.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses assinalou este sábado o centenário com a presença do Presidente da República, António José Seguro, que aproveitou a cerimónia para homenagear a corporação e lançar um alerta para a sinistralidade rodoviária, que classificou como «dramática».

As comemorações dos 100 anos da corporação reuniram centenas de pessoas em Celorico de Basto e incluíram a inauguração de um Monumento ao Bombeiro, que o chefe de Estado considerou «um sinal de respeito, de gratidão e de memória» para com aqueles que dedicam a vida ao socorro das populações.
A presença de António José Seguro teve ainda um significado particular. Há precisamente um ano, quando era candidato à Presidência da República, tinha visitado os Bombeiros Voluntários Celoricenses e prometido regressar por ocasião do centenário. Cumpriu agora a promessa.
No discurso, o Presidente destacou o papel dos bombeiros na resposta às emergências e a importância da sua presença no interior do país, mas aproveitou também a mudança de quinzena de agosto, período de maior circulação nas estradas, para deixar um apelo à responsabilidade dos condutores.
«Não podemos aceitar que morrer na estrada continue a ser uma fatalidade», afirmou Seguro, lembrando que «cada morte é uma família destruída, um projeto de vida interrompido».
O chefe de Estado apontou os números da sinistralidade para reforçar o alerta: em 2025 morreram 589 pessoas nas estradas portuguesas e registaram-se 2.476 feridos graves. Já este ano, segundo os dados citados por Seguro, foram contabilizados mais de 90 mil acidentes, cerca de 300 mortos e 1.786 feridos graves.
«Temos todos o dever de agir. Paremos esta tragédia», apelou, defendendo uma «cultura de responsabilidade nas estradas portuguesas», concluiu.


