Segundo fim de semana da Bienal leva espetáculos a vários espaços de Amarante e termina com duas apresentações de “A Festa”, projeto que cruza dança contemporânea e cultura popular local.

A BapAmarante – Bienal de Artes Performativas de Amarante entra na segunda metade da sua programação com cinco propostas artísticas entre sexta-feira e domingo, 28 a 30 de agosto, mantendo a aposta numa programação descentralizada e de acesso gratuito.

O principal destaque do fim de semana será “A Festa”, de Filipa Francisco, apresentada sábado e domingo, às 18h00, na Igreja de São Domingos. O espetáculo resulta de um processo de cocriação que juntou o Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega e alunos do Conservatório de Amarante.
A criação cruza dança contemporânea, património e tradição, partindo do trabalho desenvolvido com músicos e bailarinos locais para explorar formas de improvisação e composição. O resultado procura colocar diferentes linguagens artísticas em diálogo com a comunidade.

Três dias, vários espaços
A programação arranca na sexta-feira, 28 de agosto, às 18h00, na Casa da Juventude, com “Neither Here Nor There”, de Jo Fong e Sonia Hughes. A performance propõe um espaço de encontro e conversa sobre as formas de viver em conjunto e terá novas sessões no sábado, às 11h00 e 16h00, e no domingo, às 10h30.

Na mesma sexta-feira, às 22h00, os Claustros do Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso recebem “Simulacro”, de Carminda Soares e Margarida Montenÿ. O espetáculo aborda temas como a intimidade, a repetição e a resistência através do corpo, dos gestos quotidianos e das memórias.
No sábado de manhã, o Mercado Municipal volta a acolher “Saber a Terra – Ensaiar a Relação”, de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho / Landra. Entre as 08h00 e as 14h00, a proposta combina performance e oficina artística, recuperando gestos, materiais e saberes tradicionais.

O último dia da programação começa às 10h30, na Igreja Paroquial de Real, com “Antiprincesas – Catarina Eufémia”, de Cláudia Gaiolas, uma proposta dirigida ao público familiar.
A BapAmarante encerra assim a sua segunda edição depois de dez dias de programação em diferentes espaços de Amarante, apostando na aproximação entre criação contemporânea, território e comunidade.

Todos os espetáculos têm entrada livre, condicionada à lotação dos espaços.


