Baião retira 36 toneladas de lixo abandonado ilegalmente junto ao Ecocentro

O Município de Baião retirou cerca de 36 toneladas de resíduos depositados ilegalmente junto ao Ecocentro de Amarelhe, numa operação de limpeza que permitiu remover nove contentores de lixo. A quantidade e diversidade dos materiais encontrados levaram a autarquia a classificar a situação como um grave problema ambiental.

Os resíduos foram abandonados nas imediações da Estação de Transferência e Ecocentro de Amarelhe, apesar de existir naquele local uma infraestrutura destinada precisamente à receção e encaminhamento adequado de diferentes tipos de lixo.

Entre os materiais recolhidos encontravam-se resíduos de construção e demolição, mobiliário, têxteis, plásticos, cartão e outros materiais. A dimensão da descarga ilegal obrigou à mobilização de meios humanos e equipamentos municipais para proceder à limpeza da zona.

A presidente da Câmara de Baião, Ana Raquel Azevedo, considera a situação “inaceitável” e fala num “verdadeiro descalabro ambiental”.

“Esta semana foram retirados deste local nove contentores de resíduos que nunca deveriam ter sido ali abandonados. Além das consequências para o ambiente e para a imagem do nosso concelho, são comportamentos que obrigam a mobilizar meios humanos, equipamentos e recursos públicos para resolver uma situação perfeitamente evitável”, afirma.

A autarca sublinha que o abandono ocorreu junto a uma infraestrutura onde os munícipes podem entregar gratuitamente resíduos que, pelas suas dimensões, quantidade ou características, não podem ser colocados nos equipamentos de recolha seletiva existentes na via pública.

“É incompreensível que se abandonem resíduos desta forma precisamente junto ao Ecocentro de Amarelhe”, afirma Ana Raquel Azevedo, lembrando que os materiais admitidos devem ser entregues no interior da infraestrutura, separados e colocados nos locais destinados a cada tipologia, de acordo com as regras estabelecidas pela RESINORTE.

A Câmara Municipal vai agora “reforçar a sinalização no local“, alertando para a proibição da deposição ilegal de resíduos, e solicitar à GNR o reforço do patrulhamento naquela zona, numa tentativa de prevenir novas descargas.

A autarquia lembra que existem várias alternativas gratuitas para o correto encaminhamento dos resíduos. O Município dispõe de um serviço de recolha de monstros domésticos, mediante pedido prévio, abrangendo, entre outros, sofás, colchões, mobiliário e eletrodomésticos.

Também os resíduos de construção e demolição provenientes de pequenas reparações domésticas podem, nas condições previstas para o serviço, ser recolhidos gratuitamente. Para esse efeito, o Município disponibiliza um saco com capacidade para um metro cúbico.

Existe ainda recolha gratuita de resíduos verdes, como relva, pequenos ramos, folhas e aparas de plantas, além da possibilidade de compostagem doméstica.

Os pedidos podem ser efetuados através dos canais de atendimento do Município, incluindo o telefone 255 540 500 e o endereço geral@cm-baiao.pt.

Para a autarquia, a existência destas soluções torna ainda mais difícil justificar o abandono de resíduos no espaço público ou nas imediações das infraestruturas de recolha.

“Existem soluções ao dispor da população e não há qualquer justificação para comportamentos desta natureza”, reforça a presidente da Câmara.

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