O Governo mostrou abertura para incluir as máquinas e equipamentos industriais usados na terraplanagem no regime de gasóleo profissional. A medida permitiria aplicar a estes equipamentos um desconto que atualmente ronda os 10 cêntimos por litro, mas ainda não existe uma data para a sua concretização.

A possibilidade foi discutida numa reunião entre representantes do setor, o ministro responsável pela tutela e o secretário de Estado Silvério Regalado. Miguel Machado Mendes, porta-voz dos profissionais da terraplanagem, considera que o encontro permitiu reconhecer os problemas do setor e abriu caminho à negociação.
O preço dos combustíveis continua, contudo, a ser uma das principais preocupações. O representante dos empresários considera que um desconto de 10 cêntimos seria insuficiente perante os preços atuais e aponta que o gasóleo está cerca de 40% mais caro do que em janeiro.
As reivindicações abrangem também o regime fiscal e os apoios destinados ao setor, matérias que poderão exigir intervenção dos ministérios da Agricultura e da Economia. A criação de uma rede de vazadouros para a deposição dos materiais resultantes das obras é outra das medidas defendidas pelos profissionais.
A reunião aconteceu depois do protesto realizado na sexta-feira, que levou mais de 400 camiões a uma marcha lenta entre Paredes e Coimbra. A caravana percorreu três autoestradas e chegou a formar uma fila com cerca de dez quilómetros.
Para já, não há calendário para o eventual alargamento do gasóleo profissional às máquinas de terraplanagem. Os representantes do setor dizem esperar uma decisão num prazo curto, mas admitem que o Governo ainda não apresentou uma data.




